Este foi o último livro que li em 2025.
É o 3º livro que leio da autora. E foi o que gostei menos. Além de que, foi também o que demorei mais a ler (não por ser grande mas porque o li em pós-parto).
Acompanhamos a história de duas mulheres que... têm uma terceira a entrar na sua vida. E não só.
Achei a história dura, crua. Mas continuo a gostar da escrita da autora e vou querer continuar a lê-la.
Numa casa modesta vivem Laura e Margarida, neta e avó ligadas por um amor silencioso e profundo. Enquanto a menina atravessa os últimos momentos da infância, entre a escola e as brincadeiras com as amigas, a avó dedica-se à leitura de mãos numa feira de antiguidades, esforçando-se por manter o pequeno lar que criou para as proteger do mundo.
Mas a chegada inesperada de Filipa, mãe de Margarida e bisavó de Laura, rompe o frágil equilíbrio desta convivência íntima. Com as suas malas, silêncios e dores antigas, Filipa ocupa os espaços da casa e desencadeia mudanças que alteram profundamente o quotidiano das três mulheres.
Perdida nos primeiros desejos e descobertas do corpo, Laura sente-se invisível e deslocada. Margarida, sobrecarregada pelas novas exigências, encontra em Camilo — um velho conhecido da feira — o apoio e a companhia de que precisava para continuar a sustentar a família.
Em Uma Delicada Coleção de Ausências, Aline Bei oferece um romance poderoso e delicado sobre as heranças emocionais entre gerações, o peso do cuidado e os vazios que se instalam numa casa — e dentro de nós.

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